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Índice do Programa de Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social - 12.º Ano
Programa de Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social - 12.º Ano
Programa de Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social - 12.º ano
conteúdos:
Consulte o índice aqui
I – A MUDANÇA NA SOCIEDADE — OS PERCURSOS DO DESENVOLVIMENTO
Desenvolvimento Temático
A questão do desenvolvimento constitui, na actualidade, uma das preocupações centrais das ciências humanas e sociais sendo, por isso, a compreensão da sua diversidade e complexidade fundamental para a formação pessoal e social dos alunos.
O reconhecimento das profundas desigualdades na qualidade de vida e no bem-estar das populações que ocupam diversas parcelas do planeta, por um lado, e da relatividade temporal e espacial do próprio conceito, por outro lado, implicam conhecer o seu percurso. Dito de outra forma, conhecer a evolução do conceito de desenvolvimento, em articulação com as transformações sociais e económicas que lhe estão subjacentes, e entender a forma como estas se repercutiram no território, parece ser o caminho indispensável para a compreensão dos múltiplos sistemas em que nos inserimos.
Assim, pretende-se com o subtema 1. Consolidar uma abordagem conceptual que permita entender de que forma o dinamismo e o carácter interactivo dos processos de mudança e de desenvolvimento se têm concretizado no tempo e no espaço.
O subtema seguinte visa o entendimento daqueles percursos, concretizados nas relações que se estabelecem entre os diversos intervenientes no Sistema Mundo.
A abordagem deste tema tem como finalidade um enquadramento que facilite o entendimento da complexidade de situações que actualmente ocorrem no território e na sociedade e nunca uma abordagem exaustiva de carácter histórico. De facto, a ênfase será posta na reflexão sobre factores e agentes protagonistas da mudança socio-económica e do que poderemos designar por percursos do desenvolvimento. O estudo centrar-se-á em problemas da actualidade que, com raízes no passado, permitem reflexões prospectivas, tanto mais ricas, quanto mais se entrecruzarem perspectivas provenientes de diferentes domínios do saber.
1. MUDANÇA E DESENVOLVIMENTO
Desenvolvimento Temático
Pela importância que têm na análise e compreensão dos grandes problemas da actualidade propõe-se que, neste subtema, sem esquecer as grandes interacções existentes, seja feita uma abordagem teórica da MUDANÇA, enquanto fenómeno social e do DESENVOLVIMENTO, enquanto dimensão fundamental da mudança social.
Quando se trata do estudo de fenómenos tão complexos como os fenómenos sociais, o referencial teórico é indispensável para compreender o social. Assim, neste ponto apenas se pretende fornecer conceitos indispensáveis à compreensão das problemáticas apresentadas nos pontos seguintes.
Ultrapassadas as concepções evolucionistas e monocausais, é necessário chamar a atenção para o facto de as mesmas problemáticas poderem aparecer sob formulações diversas, procurando compreender a mudança social como resultado da agregação de vontades individuais, quer a analisemos a uma escala reduzida, quer a nível macroscópico.
Quanto ao desenvolvimento, são inúmeros os fenómenos que afectaram o mito tecno-económico e o paradigma que o suporta. Será importante, todavia, reflectir sobre o facto de todo o desenvolvimento social comportar necessariamente regressões, perdas, destruições.
A consciência da interdependência à escala planetária faz emergir o problema de outros desenvolvimentos ou de novos desenvolvimentos.
1.1 Os processos de mudança e os obstáculos à mudança:
A existência de vários tipos e níveis de mudança.
Os diferentes ritmos e intensidades com que os fenómenos de mudança se manifestam e a sua variação no tempo e no espaço.
Exemplificação de processos de mudança (culturais, institucionais e pessoais) e identificação dos factores e agentes de mudança mais relevantes.
Custos/benefícios para as sociedades decorrentes dos desequilíbrios/reequilíbrios que a mudança implica.
Obstáculos que se levantam à mudança e sua relacionação com as dificuldades de adaptação pessoal e institucional geradoras de resistências e/ou aceitação.
O papel das elites (políticas, económicas, culturais e sociais) e dos movimentos sociais e contraculturais na gestão dos processos de mudança social.
1.2 Do crescimento ao desenvolvimento
A importância actual do conceito de desenvolvimento em detrimento do de crescimento económico.
O carácter dinâmico dos conceitos de desenvolvimento e de qualidade de vida — relatividade no espaço e no tempo.
Evolução recente dos aspectos mais relevantes do Desenvolvimento Humano.
O direito ao desenvolvimento como direito da designada 3.ª Geração dos Direitos Humanos.
Funções e limitações dos indicadores como medida do desenvolvimento.
2. DIVERSIFICAÇÃO E MUTABILIDADE DOS CENTROS DE PODER E DE DECISÃO NO SÉCULO XX
O tratamento deste subtema pressupõe, numa primeira fase uma abordagem dinâmica e interactiva dos processos que, até ao limiar da 2.ª Grande Guerra Mundial, permitiram a alguns países europeus, como a Inglaterra, a França ou a Alemanha, e aos EUA o assumir de uma posição relevante no contexto geoeconómico mundial.
Reconhecendo-se, hoje, que os processos atrás mencionados não assumiram um carácter linear, tendo sido frequente a ocorrência de situações que os interromperam ou lhes provocaram regressões de duração variável, deve realçar-se a forma como as que ?????? repercutiram diferentemente na consolidação do enfraquecimento (mesmo que temporário) dos poderes e da capacidade decisória dos EUA e dos Estados europeus.
Assim, deve ter-se em atenção que até à 2.ª Guerra Mundial a constituição de centros de poder e de decisão foi principalmente estimulada pelo poderio comercial/económico dos respectivos intervenientes.
No pós-guerra, assistiu-se a uma complexificação das relações, quer pelo maior número de variáveis em jogo (Estados-Nação, emergência de poderes locais/regionais, papel das empresas transnacionais, etc.), quer pela natureza das interacções e interdependências espaciais, culturais e económicas que se estabeleceram.
Até à recente desagregação do bloco socialista, coexistiram duas vias de afirmação de poder e de decisão: uma, que radicou na existência de ideologias opostas, centrada sobretudo no poder militar das superpotências, conduziu à constituição de um mundo bipolar — EUA/URSS; outra, baseada no poder económico, consolidou um mundo multipolar, centrado em diversos espaços geográficos cujas interacções se processam em diferentes escalas de análise.
São vários os protagonistas destas interacções: a nível mundial podemos considerar, por um lado, a Europa Comunitária, os EUA e o Japão e, por outro lado, as empresas transnacionais e em certa medida os NPI — Novos Países Industrializados; a nível regional devem ainda considerar-se formas de afirmação de regiões e/ou países nos espaços subcontinentais em que se inserem.
Os conteúdos deste subtema pressupõem, assim, uma reflexão centrada nos aspectos que se seguem:
A afirmação da Europa e dos EUA como centros de poder e de decisão
2.1 A Europa e os EUA na 1.ª metade do séc. XX
A afirmação da Europa.
A importância do passado colonial na difusão da influência política e económica noutros continentes.
O papel da industrialização e do desenvolvimento tecnológico como forma de consolidar o poderio económico europeu.
O redimensionamento dos mercados e a melhoria do acesso a fontes de matéria-prima e de energia.
A perda de influência da Europa e a ascensão dos EUA.
A estagnação do desenvolvimento europeu e o surgir de conflitos.
A importância da dimensão e das potencialidades do território americano na constituição de uma sólida e diversificada base produtiva.
Os contributos do dinamismo demográfico e da capacidade inovadora da população americana para a modernização industrial e tecnológica.
A importância do redimensionamento dos mercados e da rapidez da difusão científica e tecnológica para o aparecimento de novos processos de produção e de novos tipos de bens.
O papel das diferentes redes de transporte dos EUA para a interacção de um território em que a dispersão da população, dos recursos e das actividades exige uma forte mobilidade geográfica.
2.2 Os conflitos e os equilíbrios no mundo bipolar
A afirmação do poderio militar dos EUA e da URSS após 1945 e a partilha geopolítica e geoestratégica do mundo.
A radicalização ideológica que conduziu ao clima de «guerra fria».
A constituição de organizações político — militares e o papel que desempenharam no processo de partilha geoestratégica do mundo.
A coexistência de um equilíbrio geopolítico instável face à proliferação de múltiplos conflitos regionais.
O papel da ONU na procura do desanuviamento e na consolidação dos frágeis equilíbrios emergentes do pós-guerra.
2.3 A reafirmação da Europa e a consolidação do Japão
?????? europeia para o progressivo redimensionamento do espaço económico intracomunitário e para a afirmação deste espaço como centro de poder e de decisão na actualidade.
A afirmação do Japão como potência financeira e comercial após a 2.ª Grande Guerra Mundial:
as soluções encontradas pelo Japão para superar os condicionalismos demográficos do pós-guerra;
a relação entre a progressiva adopção de inovações tecnológicas e a rápida modernização agrícola e industrial do Japão no pós-guerra.
2.4 A questão do Terceiro Mundo
- Os reflexos da colonização nos planos demográfico, económico, cultural e de organização, económico, cultural e de organização interna dos territórios que actualmente constituem o Terceiro Mundo.
- O movimento dos Países Não Alinhados e o seu papel no quadro da imprevisibilidade do relacionamento entre os dois blocos.
- A ajuda internacional aos países do Terceiro Mundo e as limitações, internas e externas, que se colocam à sua eficácia.
- A importância das trocas comerciais Norte-Sul, evidenciando o seu carácter desigual e a progressiva degradação dos termos de troca.
- A relevância que assume, na sociedade actual, a questão do Terceiro Mundo, nomeadamente, os sucessos/insucessos do diálogo Norte-Sul e a procura de uma NOE1.
- A emergência das semi-periferias e a progressiva diversificação dos processos/estratégias de desenvolvimento.
- A importância que assume o posicionamento geoeconómico dos Novos Países Industrializados, referindo-se, por exemplo, as diferentes situações:
dos NPI do Pacífico;
das semi-periferias da América Latina;
dos países da região do Magreb.
- As principais condições de sucesso e as limitações de algumas estratégias de desenvolvimento adoptadas.
2.5 Os desafios e os consensos no mundo multipolar
Os principais problemas/desafios que se colocam no presente processo de união económica e política da União Europeia:
poderes nacionais, supranacionais e regionais cujos interesses e prioridades nem sempre são coincidentes;
países com diferentes interesses nacionais e para os quais as medidas adoptadas não se reflectem de igual modo em todas as regiões em termos de custos/benefícios;
- O reforço do papel económico e político desempenhado pela União Europeia na cena internacional.
- As implicações resultantes da fragmentação política do bloco socialista e a consequente reorganização geopolítica e económica da Europa de Leste.
- A problemática do relacionamento EUA-Europa-Japão tendo em atenção a sua cooperação/competição como centros de poder e de decisão.
- O papel desempenhado pelas empresas transnacionais na crescente mundialização das trocas de bens, capitais e informação.
- Os efeitos da crescente interdependência na definição de novos posicionamentos internacionais face à questão do Terceiro Mundo.
- A importância das relações Sul-Sul no reforço da posição dos países menos desenvolvidos no quadro das relações político-económicas internacionais.
- Exemplificação de outros problemas potencialmente geradores de conflitos regionais que possam pôr em causa a estabilidade do Sistema Mundo, tais como:
geopolíticos;
ambientais;
gestão de recursos comuns;
demográficos.
procurando compreender a mudança social como resultado da agregação de vontades individuais, quer a analisemos a uma escala reduzida, quer a nível macroscópico.
Quanto ao desenvolvimento, são inúmeros os fenómenos que afectaram o mito tecno-económico e o paradigma que o suporta. Será importante, todavia, reflectir sobre o facto de todo o desenvolvimento social comportar necessariamente regressões, perdas, destruições.
A consciência da interdependência à escala planetária faz emergir o problema de outros desenvolvimentos ou de novos desenvolvimentos.
1.1 Os processos de mudança e os obstáculos à mudança:
A existência de vários tipos e níveis de mudança.
Os diferentes ritmos e intensidades com que os fenómenos de mudança se manifestam e a sua variação no tempo e no espaço.
Exemplificação de processos de mudança (culturais, institucionais e pessoais) e identificação dos factores e agentes de mudança mais relevantes.
Custos/benefícios para as sociedades decorrentes dos desequilíbrios/reequilíbrios que a mudança implica.
Obstáculos que se levantam à mudança e sua relacionação com as dificuldades de adaptação pessoal e institucional geradoras de resistências e/ou aceitação.
O papel das elites (políticas, económicas, culturais e sociais) e dos movimentos sociais e contraculturais na gestão dos processos de mudança social.
1.2 Do crescimento ao desenvolvimento
A importância actual do conceito de desenvolvimento em detrimento do de crescimento económico.
O carácter dinâmico dos conceitos de desenvolvimento e de qualidade de vida — relatividade no espaço e no tempo.
Evolução recente dos aspectos mais relevantes do Desenvolvimento Humano.
O direito ao desenvolvimento como direito da designada 3.ª Geração dos Direitos Humanos.
Funções e limitações dos indicadores como medida do desenvolvimento.
2. DIVERSIFICAÇÃO E MUTABILIDADE DOS CENTROS DE PODER E DE DECISÃO NO SÉCULO XX
O tratamento deste subtema pressupõe, numa primeira fase uma abordagem dinâmica e interactiva dos processos que, até ao limiar da 2.ª Grande Guerra Mundial, permitiram a alguns países europeus, como a Inglaterra, a França ou a Alemanha, e aos EUA o assumir de uma posição relevante no contexto geoeconómico mundial.
Reconhecendo-se, hoje, que os processos atrás mencionados não assumiram um carácter linear, tendo sido frequente a ocorrência de situações que os interromperam ou lhes provocaram regressões de duração variável, deve realçar-se a forma como as que ?????? repercutiram diferentemente na consolidação do enfraquecimento (mesmo que temporário) dos poderes e da capacidade decisória dos EUA e dos Estados europeus.
Assim, deve ter-se em atenção que até à 2.ª Guerra Mundial a constituição de centros de poder e de decisão foi principalmente estimulada pelo poderio comercial/económico dos respectivos intervenientes.
No pós-guerra, assistiu-se a uma complexificação das relações, quer pelo maior número de variáveis em jogo (Estados-Nação, emergência de poderes locais/regionais, papel das empresas transnacionais, etc.), quer pela natureza das interacções e interdependências espaciais, culturais e económicas que se estabeleceram.
Até à recente desagregação do bloco socialista, coexistiram duas vias de afirmação de poder e de decisão: uma, que radicou na existência de ideologias opostas, centrada sobretudo no poder militar das superpotências, conduziu à constituição de um mundo bipolar — EUA/URSS; outra, baseada no poder económico, consolidou um mundo multipolar, centrado em diversos espaços geográficos cujas interacções se processam em diferentes escalas de análise.
São vários os protagonistas destas interacções: a nível mundial podemos considerar, por um lado, a Europa Comunitária, os EUA e o Japão e, por outro lado, as empresas transnacionais e em certa medida os NPI — Novos Países Industrializados; a nível regional devem ainda considerar-se formas de afirmação de regiões e/ou países nos espaços subcontinentais em que se inserem.
Os conteúdos deste subtema pressupõem, assim, uma reflexão centrada nos aspectos que se seguem:
A afirmação da Europa e dos EUA como centros de poder e de decisão
2.1 A Europa e os EUA na 1.ª metade do séc. XX
A afirmação da Europa.
A importância do passado colonial na difusão da influência política e económica noutros continentes.
O papel da industrialização e do desenvolvimento tecnológico como forma de consolidar o poderio económico europeu.
O redimensionamento dos mercados e a melhoria do acesso a fontes de matéria-prima e de energia.
A perda de influência da Europa e a ascensão dos EUA.
A estagnação do desenvolvimento europeu e o surgir de conflitos.
A importância da dimensão e das potencialidades do território americano na constituição de uma sólida e diversificada base produtiva.
Os contributos do dinamismo demográfico e da capacidade inovadora da população americana para a modernização industrial e tecnológica.
A importância do redimensionamento dos mercados e da rapidez da difusão científica e tecnológica para o aparecimento de novos processos de produção e de novos tipos de bens.
O papel das diferentes redes de transporte dos EUA para a interacção de um território em que a dispersão da população, dos recursos e das actividades exige uma forte mobilidade geográfica.
2.2 Os conflitos e os equilíbrios no mundo bipolar
A afirmação do poderio militar dos EUA e da URSS após 1945 e a partilha geopolítica e geoestratégica do mundo.
A radicalização ideológica que conduziu ao clima de «guerra fria».
A constituição de organizações político — militares e o papel que desempenharam no processo de partilha geoestratégica do mundo.
A coexistência de um equilíbrio geopolítico instável face à proliferação de múltiplos conflitos regionais.
O papel da ONU na procura do desanuviamento e na consolidação dos frágeis equilíbrios emergentes do pós-guerra.
2.3 A reafirmação da Europa e a consolidação do Japão
?????? europeia para o progressivo redimensionamento do espaço económico intracomunitário e para a afirmação deste espaço como centro de poder e de decisão na actualidade.
A afirmação do Japão como potência financeira e comercial após a 2.ª Grande Guerra Mundial:
as soluções encontradas pelo Japão para superar os condicionalismos demográficos do pós-guerra;
a relação entre a progressiva adopção de inovações tecnológicas e a rápida modernização agrícola e industrial do Japão no pós-guerra.
2.4 A questão do Terceiro Mundo
- Os reflexos da colonização nos
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